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Lançamento de cosméticos: quais são as principais exigências da ANVISA?

O sucesso comercial das empresas no segmento de cuidados pessoais depende diretamente de uma estratégia regulatória sólida. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabelece regras claras e atualizadas para garantir a conformidade do mercado e a segurança do consumidor. A legislação do setor é guiada, principalmente, pelas regras gerais, de rotulagem e pelas diretrizes mais recentes de segurança química, que estabelecem as listas atualizadas de substâncias restritas e proibidas em alinhamento com o Mercosul.

O planejamento do processo de lançamento de cosméticos e dermocosméticos com garantia de segurança jurídica e previsibilidade pode ser baseado em cinco etapas fundamentais:

Regularização institucional

Antes da fabricação e da regularização do produto, é fundamental verificar se as empresas envolvidas estão devidamente habilitadas para as atividades que irão exercer. Conforme o caso, isso envolve requisitos como: 

Classificação e regularização dos cosméticos 

De acordo com suas características, finalidade de uso, áreas do corpo a que se destinam e potenciais riscos associados,os produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, são classificados como Grau 1 ou Grau 2. 

Além da classificação de risco, é necessário identificar o procedimento de regularização aplicável ao produto. A maioria dos cosméticos é isenta de registro e deve ser previamente notificada à Anvisa. Determinadas categorias, entretanto, estão sujeitas a registro, como protetores solares, bronzeadores, repelentes de insetos e alguns produtos capilares, entre outras previstas na regulamentação vigente.

Segurança, formulação e comprovação de benefícios 

O desenvolvimento deve considerar os requisitos técnicos e regulatórios aplicáveis à categoria do produto, desde a seleção dos ingredientes até a comprovação de sua segurança, estabilidade e dos benefícios declarados. Entre os principais pontos de atenção estão: 

Rotulagem e comunicação com o consumidor

A rotulagem também deve ser definida de acordo com a categoria e as características do produto. Além das informações gerais obrigatórias, devem ser observados requisitos específicos de uso, advertências e restrições aplicáveis. Entre os pontos que merecem atenção estão:

A análise regulatória da rotulagem deve fazer parte do desenvolvimento desde as etapas iniciais, evitando adequações tardias de embalagem e comunicação.

Cosmetovigilância: o cuidado continua após o lançamento

A conformidade regulatória não termina com a colocação do produto no mercado. As empresas titulares da regularização devem manter um sistema de cosmetovigilância capaz de acompanhar eventos adversos, identificar sinais de segurança e adotar as medidas necessárias ao longo do ciclo de vida do produto.

Da concepção da fórmula à regularização e ao lançamento, cada etapa exige decisões técnicas e regulatórias que impactam prazos, segurança e viabilidade do projeto.

Com experiência no desenvolvimento e fabricação de cosméticos para marcas próprias, a Pasteur Cosmiatria integra P&D, qualidade e suporte regulatório para acompanhar seus parceiros ao longo de todo esse processo.

A Pasteur Cosmiatria é especialista em criação de Marca Própria e está apta a assessorar sua empresa em todas as etapas do processo. Entre em contato conosco para saber mais.